Após o lançamento do site infraagil.io algumas
pessoas me perguntaram sobre suas origens e sobre as motivações que levaram a criação do site e desse modelo.
Esse texto foi parte da versão “alpha” do site infraagil.io, hoje ele não está mais lá, foi retirado para deixar o conteúdo mais objetivo, contudo, seu contexto cabe neste blog.
Origens
Em 2011 eu dividi uma palestra com o colega Daniel Sobral (a.k.a Gandalf) no CONSEGI em Brasília/DF, o tema central da palestra era a gerência de configurações e os benefícios deste modelo para o Governo Federal. Tivemos um excelente quórum e o tema começou a se espalhar pela Esplanada de Ministérios, muitos profissionais queriam saber mais deste conceito e das tecnologias envolvidas.
Creio que aquela foi a primeira oportunidade que eu tive para abordar o momento em que eu vivia como sysadmin. O movimento DevOps estava no início da formação de sua cultura, não fazia nem um ano que John Willis e Damon Edwards haviam criado o acrônimo CAMS, iniciativa que deu norte para a comunidade DevOps. Sem nem saber ou conhecer direito este modelo, o time em que eu trabalhava já havia começado a estudar e experimentar algumas técnicas e métodos ágeis na operação, algo inovador dentro do governo brasileiro e principalmente inovador para a organização que havia nos contratado.
Marco Zero
Naquela época trabalhei em um time fantástico, pude aprender muito com profissionais experientes como Fernando Ike (@fernandoike), José Eufrásio Júnior (@coredump), Daniel Capó Sobral (@dcsobral), Daniel Negri (@danielnegri), Douglas Andrade (@douglasandrade) dentre outros.
Nós estudávamos constantemente, estávamos sempre experimentando e compartilhando experiências dentro e fora dos times. O @FernandoIke trabalhava na integração de todos os times de TI da organização, focando na comunicação, no compartilhamento de responsabilidades, na garantia de entrega e na disponibilidade de recursos para o time devel trabalhar traquilo e entregar o que o cliente precisava. Ele era o escudo da TI e nos ajudava a manter o foco. O @Coredump era o líder do time de infra, seu foco era inovação e autonomia, graças a ele nosso time começou a estudar automação de infraestrutura no final de 2010, testamos e usamos ali versões primitivas do Puppet e Chef. No final dos testes acabamos optando pelo Puppet e fizemos a primeira implantação em escala de centenas de nós no governo brasileiro.
Em 2010 nós já estávamos trabalhando com infraestrutura como código, gerência de configuração, orquestração, pipeline de deploys e métricas avançadas, respirávamos inovação dia-a-dia, e tudo isso foi construído em uma curta janela de um ano e meio.
Foi um período fantástico da minha vida em que aprendi muito com todo o time.
Após a conclusão do projeto, cada um seguiu um rumo diferente , alguns foram morar no exterior, outros mudaram de área, outros se tornaram empresários, a vida seguiu seus rumos. Acredito que aquela experiência marcou todos daquele time, no meu caso foi um divisor claro, eu era um sysadmin artesão e comecei a dar os primeiros passos para um modelo de trabalho mais eficiente e autônomo.
Novos caminhos, novas parcerias
Alguns anos depois desta experiência, no início de 2014, depois de muitas aventuras pelo Governo Federal, eu conheci pessoalmente o Miguel Di Ciurcio Filho (@mciurcio), outro desses profissionais que pensam bem a frente do seu tempo. Enquanto eu desbravava datacenters na esplanada dos ministérios entre 2010 e 2014, na mesma época Miguel atuava com startups e incubadoras na região de Campinas e Barueri no estado de São Paulo. Ele trabalhou com tecnologias modernas e inovadoras na área de automação, banco de dados e virtualização. Sua experiência com desenvolvimento, em especial no Google Summer of Code, no qual ele atuou com o projeto QEMU, lhe deram um olhar único relativo a administração e gestão de infraestrutura de TI das organizações em que passou.
Todos esses caminhos , interesses comuns, a participação nas mesmas comunidades, os projetos que acompanhamos, tudo isto foi importante para o início de nossa parceria na
Instruct, empresa que ele fundou em 2011 e empresa na qual faço parte desde 2014 após o seu convite.
Trabalhando com ele o espaço e o alcance que tive para estudar e aprimorar este modelo – dentro da Instruct – foi inimaginável, afinal, ambos tivemos experiências muito parecidas, seguimos escolas similares como sysadmins e através da Instruct encontramos as empresas que podiam se beneficiar da soma de nossas experiências.
De lá para cá temos construído e evoluído juntos essa abordagem da infra ágil que organizamos no site infraagil.io.
Não estamos mais sozinhos neste projeto, nós convidamos alguns parceiros que tem nos ajudado (Alliance Members) a organizar e melhorar esse modelo. O objetivo é fazer com o modelo cresça e alcance aqueles profissionais que precisam de uma referência clara para começar a transformar seus times e sua infraestrutura.
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Guto
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