orixás

Estudo da umanda e espiritualidade de matriz africana

A ideia desse guia é ajudar quem já foi em uma casa uma vez, ou quem vai começar a frequentar uma casa, templo, tenda, terreiro de Umbanda.

Eu quando fui na primeira vez fiquei bem perdido e gostaria de poder contar com um guia desse ;)

Origens

A Umbanda foi criada por Zélio de Moraes no início do século vinte. A Umbanda bebe na fonte de diversas outras religiões e doutrinas que vieram antes dela, e que – inclusive – já trabalhavam com incorporação de entidades presentes na Umbanba, bem como já trabalhavam com caridade e assistência espiritual, cada uma dentro de fundamentos próprios.

Zélio criou a Umbanda sob orientação da Entidade Caboclo das Sete Encruzilhadas. A Umbanda foi organizada para ser uma religião que permitisse a manifestação livre de espíritos de Cablocos, Pretos Velhos, Erês (Crianças) e de outras linhas – sem preconceitos.

Isso foi necessário, pois, na época, os dirigentes da Doutrina Espírita Brasileira, baseada na codificação de Allan Kardec, entendiam que esses tipos de espíritos não eram suficientemente evoluídos para participar das sessões de atendimento e cura de seus centros.

A Umbanda, em sua constituição, organização e fundamentação, também bebeu na fonte da Macumba Carioca, trazendo o culto aos Orixás e a Cultura Nago-Iorubá como pilares de sua doutrina e religião.

Existem vários tipos de Umbanda, várias Vertentes, não existe um jeito único, um guia, livro ou manual comum a todos, cada casa tem seus fundamentos e ritos.

Noções gerais

Olurum é o criador de tudo.

Oxalá é o Rei dos Orixás.

Orum é o Plano Espiritual em que vivem os Orixás, Mentores e Guias

Aruanda é uma cidade espiritual situada no Orum. Nela vivem guias e mentores espirituais que atuam na Umbanda e em outras doutrinas e religiões da mesma família.

Ayê é o Plano Terreno, nosso planeta, nossa dimensão de existência.

Congá é o altar em que ficam Orixás e Entidades de trabalho da Casa, geralmente abaixo dele tem um assentamento.

Trunqueira é outro altar dedicado as entidades de Esquerda, geralmente abaixo dele tem um assentamento.

Na Umbanda, um assentamento é um ponto sagrado preparado ritualmente para firmar e sustentar a energia de um orixá, entidade ou força espiritual. Ele funciona como uma espécie de “base energética” ou ponto de conexão entre o plano espiritual e o material. [1]

Direita e Esquerda.

Quando se fala “ESQUERDA”, estamos falando de Exu e Pombagira Orixás e das linhas que trabalham sob sua regência. Essas linhas são especializados em trabalhar com energias densas e negativadas. Estes guias são especializados em “EXTRAIR” energias negativas e “DISSIPÁ-LAS”.

As entidades de “DIREITA” são mais especializadas em “IRRADIAR” energias salutares e sublimes para ajudar e reequilibrar o consulente, todas as outras entidades que não Exu e Pombagira podem ser consideradas de direita.

As entidades de direita também conseguem dissipar/limpar/extrair energias negativas, mas Exu e Pombagira são especialistas nisto, e parte disto se deve a estarem mais perto de nós na crosta terrestre.

São as entidades de esquerda que protegem e sustentam os trabalhos da casa durante a GIRA. Seus guardiões ficam dentro e fora da casa e só deixam entrar espíritos que desejam ser ajudados, nada que possa interferir nos trabalhos entra, nada que possa criar problemas na gira entra. Todo o entorno do terreiro fica protegido durante a GIRA.

Sobre Exu

Exu é o Orixá mensageiro, é ele que faz a ponte entre os humanos e os Orixás.

Exu é guardião dos caminhos e das encruzilhadas.

Na Umbanda Sagrada, Exu é regente da força ou trono do Vigor/Vitalidade.

Exu está ligado ao movimento, comunicação e transformação.

A primeira oferenda é sempre de Exu, ele é sempre o primeiro a comer, sem exceções.

Quando Olorum criou Oxálá, Exu já estava lá.

Exu não é Diabo, nunca foi, e não existe essa figura na Umbanda ou em suas religões irmãs, isso é coisa de outras religiões eurocentristas.

Existem outros nomes para Exu que podemos mencionar:

  • Esu
  • Eshu
  • Èṣù (iorubá)
  • Bará
  • Legbará
  • Elegbará
  • Pambu Nijila

Sobre Pombagira

Pombagira é Orixá, tanto quanto Exu e deve ser respeitada como tal, assim como Exu Mirim e Pombogira Mirim.

Pombagira também é guardiã dos caminhos e das encruzilhadas.

Pombagira é trabalhadora dos campos emocionais/humanos.

Na Umbanda Sagrada, Pombagira é regente da força ou trono do Desejo.

Pombagira está ligada ao movimento, comunicação e transformação.

A Pombagira também é uma Inquice (divindade Bantu), mas foi incoporada na Umbanda e hoje consideramos um Orixá (dividande nago-iorubá).

Existem outros nomes para Pombagira que podemos mencionar:

  • Pombogira
  • Bombogira
  • Bombojira
  • Pambu Njila Feminina (em algumas tradições bantu)
  • Senhora da Encruzilhada
  • Rainha das Encruzilhadas
  • Senhora dos Caminhos

Sobre os papéis

Cada casa tem uma pessoa responsável por ela, essa pessoa é a dirigente espiritual da casa, responsável espiritual por todos da corrente, consulentes e estudantes em desenvolvimento. Cada casa deve ter um Pai ou Mãe de Santo nessa posição.

Pai pequeno ou Mãe pequena é a pessoa que auxilia diretamente quem dirige a parte espiritual da casa; na hierarquia, está abaixo apenas do Pai ou da Mãe de santo. A casa pode ter vários pais e mães pequenos. Isso é normal e desejável; afinal, eles podem, no futuro, abrir suas próprias casas.

As pessoas medianeiras (médiuns) são aquelas escaladas para trabalhar incorporando os Guias naquela Gira.

As pessoas Ogãs são aquelas que tocam o atabaque e cantam os pontos. Elas também são médiuns, mas de outro tipo.

As pessoas Cambones são aquelas que ajudam o guia durante o atendimento ao consulente, oferecendo os recursos necessários ao tratamento e ao trabalho do guia. Além disso, eles fazem anotações das receitas e das orientações fornecidas pela entidade. Fora tudo isso, a pessoa Cambone também é médium.

A pessoa a ser atendida é chamada de consulente ou assistido.

Assistência é o local onde os consulentes ou as pessoas que serão assistidas aguardam atendimento.

Da religião

Para ser Umbanda é preciso que (no mínimo):

  • Atue na caridade
  • Seja monoteísta (Olorum)
  • Cultue os Orixás
  • Trabalhe com incorporação junto às linhas de trabalho (mínimo).
    • Trabalhe com a Linha das almas (Pretos Velhos)
    • Trabalhe com Cablocos e Cabolocas
    • Trabalhe com Erês (crianças)
  • Não cobrar serviços de atendimento no terreiro (espirituais)
  • Só trabalhar para o Bem e para a Evolução do planeta e seus seres

Não é Umbanda ou Umbanda Sagrada se:

  • Cobrar por atendimento
  • Fizer trabalhos para prejudicar alguém ou um grupo de pessoas
  • Não cultuar Orixás Nago-Iorubá e suas linhas de trabalho
    • Não trabalhar com Preto Velho
    • Não trabalhar com Cabloco
    • Não trabalhar com Erê
  • Incorporar Orixá Diretamente
  • Não ter incorporação

Orixás da Umbanda Sagrada

Essa é a organização da codificação de Rubens Saraceni que criou a Umbanda Sagrada.

Universais

  • Oxalá
  • Oxum
  • Oxóssi
  • Xango
  • Ogum
  • Obaluaê
  • Iemanjá

Cósmicos

Esses são a polaridade inversa da lista anterior.

  • Logunan
  • Oxumaré
  • Obá
  • Egunitá
  • Iansã
  • Nanã
  • Omolu

As sete linhas/tronos da Umbanda Sagrada

  • Trono da Fé, Oxalá e Logunan
  • Trono do Amor, Oxum e Oxumaré
  • Trono do Conhecimento, Oxóssi e Obá
  • Trono da Justiça, Xangô e Egunitá
  • Trono da Lei, Ogum e Iansã
  • Trono da Evolução, Obaluaê e Nanã
  • Trono da Geração, Iemanjá e Omolu

As linhas de trabalho

As mais comuns na direita são:

  • Linha das almas (Pretos e Pretas velhas)
  • Linha de Cabloco (Caboclos e Caboclas)
  • Linha dos Eres (Crianças)
  • Linha de Boiadeiros(as) (Comum na minha região).

As mais comuns são na esquerda são:

  • Exus de trabalho/lei
  • Pombagiras de trabalho/lei
  • Linha dos malandros(as)

O que são Falangens?

Falangens são grupos de espíritos que atuam dentro de um mesmo propósito, como por exemplo a caridade.

A Falange do Caboclo Pena Branca por exemplo, tem o Pena Branca como dirigente/coordenador, e milhares de outros espíritos que se manifestam e se indentificam como Pena Branca, pois fazem parte desta falange, e atendem em diversos pontos da crosta terrestre.

É por isso que podemos ter dois ou três Pena Branca atendendo na mesma gira, pois são espíritos diferentes, da mesma falange, representando a energia e linha do Caboclo Pena Branca.

Toda a falagem é regida por um Orixá ou por Orixás, e os trabalhos acontecem nas energias desses Orixás. No caso do Pena Branca, podemos inferir pelo nome, analisando as palavras Pena (Oxóssi) e Branca (Oxalá). Geralmente, os nomes dão pistas sobre os Orixás regentes. É importante ressaltar que esse entendimento – de analisar o nomes – pode variar de casa para casa.

O que são falangeiros?

Quando citam Falangeiros, normalmente estão falando de Espíritos pertencentes à falange de Orixás, como, por exemplo, uma representante de Iansã faz parte da falange de Iansã, e vai se apresentar como Iansã em um terreiro, onde vai receber uma oferenda, dançar, fazer o que precisa fazer e depois ir embora. Dificilmente uma Falangeira ou um Falangeiro de falange de Orixá fala durante a incorporação – eu nunca vi.

Tenda, Terreiro, Templo, Centro ou Casa?

Isso vai depender de cada grupo organizado que abre seu espaço.

Terreiro normalmente é aquele local de chã batido, mas também é usado de forma genérica para denominar uma casa de Umbanda.

Tenda, Templo, Casa, Centro, tudo vai depender do grupo que organizou aquele trabalho.

Eu por exemplo estudo no “Templo Escola Iansã Senhora dos Ventos”, mas ainda assim chamo de terreiro, centro, casa ou templo.

Se sou da Umbanda, logo sou macumbeiro?

Dentro da Umbanda

A resposta rápida é SIM.

Entre nós, o termo macumba tem significados ritualísticos, comunitários e sagrados.

Macumba pode significar um instrumento musical.

Macumba pode significar uma reunião de pessoas que praticam magia ou de magos.

Macumba pode significar um grupo de pessoas que praticam o culto aos Orixás.

Macumba pode significar o ato de fazer magias, firmezas, assentamentos e oferendas.

E entre nós, praticantes, sacerdotes, estudantes, consulentes, usamos macumba para nos identificar como um grupo, como uma comunidade.

  • Você é da Macumba? Do axé?
  • Meu amigo Macumbeiro!
  • Minha amiga Macumbeira!
  • Vamos fazer uma macumba boa hoje!

Fora da Umbanda

Fora da Umbanda Macumba é normalmente confundida com o que conhecemos como oferendas, normalmente feitas em encruzilhadas.

Também é um termo pejorativo usado para difamar, humilhar e excluir pessoas de religiões de matriz-africana ou ameríndias-africanas.

Na Umbanda tem Magia?

Na Umbanda, “magia” refere-se aos rituais que mobilizam elementos, forças e intenções para direcionar as energias rumo a um objetivo, utilizando a força espiritual.

O que é o Axé?

Na Umbanda, Axé é a força vital, espiritual e energética que movimenta a vida e os trabalhos espirituais. É um dos conceitos mais importantes das religiões afro-brasileiras.

Na visão umbandista, o axé pode estar:

  • nas pessoas
  • nos orixás
  • nas ervas
  • nos pontos cantados
  • nos atabaques
  • nas guias
  • nas firmezas
  • nos assentamentos
  • nos alimentos ritualísticos

Para que serve a defumação?

Na Umbanda, a defumação é um ritual de limpeza, harmonização e movimentação energética realizado com fumaça de ervas ou outros elementos naturais.

Ela é uma das práticas mais tradicionais da Umbanda e costuma ser usada para:

  • limpar energias negativas
  • descarregar ambientes e pessoas
  • elevar a vibração espiritual
  • preparar o terreiro para os trabalhos
  • fortalecer proteção espiritual
  • harmonizar a corrente mediúnica

Espíritos e Divindades

Orixás

Divindades que podem ser consideradas qualidades de Olorum, o criador de tudo.

Não são deuses, são divindades, partes de Olorum, qualidades de Olorum representadas por aquele ou aquela Orixá.

Guias Espirituais

São espíritos de trabalhores da Umbanda, estão normalmente ligados a energia de algum Orixá. Esse Orixá irá reger seus trabalhos.

Ainda existem os termos Espíritos Ancestrais, Guardiões ou Mentores, isso vai depender da casa ou da vertente, mas não deixam de ser guias também.

Um guia já foi um espírito encarnado.

Exus e Pombagiras de Lei e Trabalho também são guias espirituais, tal quais os Cablocos, Pretos Velhos, Boiadeiros e demais linha de trabalho da Umbanda.

Eguns

Eguns são todos os espíritos desencarnados, não necessariamente dedicados ao mal, podem ser apenas ignorantes quanto a sua condição de desencarnado, podem estar confusos e perdidos, vagando e precisando de ajuda.

Serão ajudados, se permitirem.

Eles podem interferir na vida de um encarnado, mas geralmente não tem consciência disso.

Kiumbas

Kiumbas são aqueles espíritos zombeteiros, com más intenções, que querem enganar, provocar, prejudicra, humilhar e causar confusão. São espíritos ainda presos a vícios e ignorância, e podem afetar pessoas que estão mais próximas da sua frequência e energia.

Obssessores

Obsessores são espíritos dedicados atividades negativas. São espíritos negativados, vingativos e perturbados, eles querem dominar, controlar, destruir, se vingar de alguém ou algum grupo. Eles se dedicam a essa finalidade de forma consciente e se organizam em grandes falangens, tais quais os espíritos de luz se organizam.

O que significa cruzar a guia ou pulseira de sete nós?

Guias

Na Umbanda, “cruzar uma guia” significa consagrar, firmar ou energizar um colar ritualístico (guia/fio de contas) para uso espiritual.

A guia deixa de ser apenas um colar comum e passa a ter função religiosa e energética dentro dos fundamentos da casa.

A finalidade normalmente é:

  • proteção espiritual
  • conexão com orixás/entidades
  • agradecimento a um orixá ou linha
  • identificação da linha espiritual do médium
  • firmeza energética durante trabalhos e giras

Pulseira de sete nós

A pulseira deixa de ser apenas um acessório e passa a ter função religiosa e energética dentro dos fundamentos da casa.

A cruza tem funções parecidas com a guia, podemos destacar:

  • proteção espiritual
  • fechamento do corpo
  • firmeza energética
  • conexão com os guias

Os sete nós normalmente podem ser:

  • sete forças espirituais
  • sete linhas de umbanda
  • sete orixás universais

Isso pode variar de casa para casa.

A lojinha

Geralmente a lojinha tem as seguintes finalidades, são elas:

  • Oferecer os materias para os médiuns trabalharem durante a gira
  • Oferecer os materiais para as firmezas da casa, altares, oferendas
  • Vender os materiais para os consulentes fazerem seus tratamentos em casa
  • Vender outros artigos para ajudar no sustento da casa

Talvez a função mais importante da lojinha é ajudar no sustento da casa.

Compre sempre que puder na lojinha da sua casa, e também ajude sua casa com doações.

Pontos Cantados e a Curimba

Na umbanda são cantos sagrados usados durante a Gira e seus trabalhos espirituais.

Eles têm a função ritualista, e energética, e são uma das partes mais importantes da Gira.

O ponto atua sobre os médius, os cambones e os consulentes.

Os consulentes podem acompanhar os pontos batendo palmas e cantando juntos.

Os pontos são compostos por:

  • Curimba (o conjunto de ogãs, atabaques e outros instrumentos)
  • Atabaques
  • Palmas
  • Coro da assistência e médiuns

Eles podem ser usados para:

  • Abrir e encerrar trabalhos
  • Chamar entidades para os trabalhos
  • Avisar entidades que é hora de ir embora
  • Ajudar no transporte de espíritos negativados
  • Ajudar a elevar a vibração do ambiente
  • Ajudar a sustentar o ambiente de trabalho
  • Ajudar a descarregar energias negativas
  • Ajudar a firmar energias espirituais
  • Ajudar no transporte com pontos específicos
  • Ajudar a harmonizar a corrente

Na Umbanda, acredita-se que o som, a palavra e o ritmo movimentam energia espiritual.

Na Umbanda acreditamos que o atabaque é uma entidade viva.

O que é o transporte?

É quando o médium e a entidade incorporada retiram ou separam as energias de uma entidade negativa do consulente que está sendo afetado por elas.

A entidade será transportada e encaminhada para um lugar para receber ajuda – se assim desejar e permitir – ou, se não aceitar a ajuda, para um local de merecimento, conforme seu desenvolvimento espiritual.

Passe ou limpeza energética?

Quando uma entidade guia te recebe e atende, ela geralmente já inicia uma limpeza energética em seu corpo, percorrendo os chacras e diversos outros pontos energéticos.

Isso pode ser considerado um passe em outras doutrinas; na Umbanda, também podemos falar em passe, mas eu prefiro os termos limpeza e irradiação.

Na limpeza, geralmente, o corpo e o espírito do consulente são limpos, seus chacras são realinhados, pontos energéticos são desobstruídos e, depois disso, energias positivas, salutares e sublimes são irradiadas ao consulente para reequilibrá-lo.

Não deixe de ler também

Referências

Livros

  • As Sete linhas de Umbanda, Rubens Saraceni
  • Pombagira a Deusa, Alexandre Cumino
  • Exu não é Diabo, Alexandre Cumino
  • Mitologia dos Orixás, Reginaldo Prandi

Sites

Notas de rodapé

Obrigado pela visita!

Os posts aqui são simples, e espero que alcance um público iniciante que esteja buscando entender o básico da Umbanda.

Caso queira entrar em contato, caso eu tenha entendido algo errado, por favor me manda uma mensagem eletrônica ( guto@carvalho.life ) com as fontes ou referências, que eu corrijo aqui ;)

Meu site é https://gutocarvalho.net, lá tem meu zap.

Vamos estudar e aprender juntos!

Eu faço anotações do que eu vou aprendendo sobre a Umbanda e aproveito para compartilhar aqui. Se eu entendi algo errado, ou se faltou algo, por favor me mande uma mensagem eletrônica ( guto@carvalho.life com) citando o erro, as fontes ou referências, confirmando eu corrijo ou acrescento a informação. ;)

A tronqueira

Este é um dos consesos nas casas de Umbanda, a tronqueira deve ser saudada ao entrar na casa, terreiro ou templo.

Na casa que eu frequento eu vejo as pessoas saudando a tronqueira com três palmas para exu e três para pombagira, e algumas pessoas também saudam pombagira-mirim e exu-mirim, depois das palmas eles juntam as as mãos entrelaçando os dedos, ficando as costas das mãos pra cima, girando levemente as mãos em sentido anti-horário.

Para Exu:

  • Três palmas
  • Entrelaça as mãos
  • Fala Laroyê Exu
  • Exu é Mojubá

Para Pombagira:

  • Três palmas
  • Entrelaça as mãos
  • Fala Laroyê Pombagira
  • Pombagira é Mojubá

Aqueles que saúdam Exu-mirim e Pombagira-Mirim, ou ainda outra entidade/guia da esquerda, repetem o processo.

Mito da tronqueira

Trecho retirado do site https://umbandaeucurto.com/tronqueira-por-que-saudar

Há um mito que explica sua origem.

Uma história Nagô conta que havia um grande comerciante de bom caráter que muito ajudava a comunidade.

Ele era justo e até doava as sobras de quiabo e inhame aos que não tinham dinheiro para pagar.

Por seu sucesso, era invejado por muitos dos seus pares, que rogavam à Morte e à Doença que batessem em sua porta.

Ao saber disso, esse grande sábio consultou um Babalaô – Oráculo de Orunmilá.

Queria saber o que fazer para afastar um possível mal à sua integridade física.

O Senhor do Destino, aquele que tudo viu e vê, confirmou que ele seria atacado pela doença e pela morte.

Que seus inimigos estariam, pela inveja e mau olhar, liberando os Ajoguns, forças espirituais destrutivas, que bateriam à sua porta.

Para manter-se equilibrado e protegido contra estas forças, ele deveria realizar uma determinada reza com uma oferenda para Exu, na entrada de
frente da sua casa e outra também na entrada dos fundos, que deveriam ser renovadas periodicamente.

Assim o fez, conforme orientado pelo Babalaô.

Passados alguns dias, a doença foi à casa do comerciante e, ao chegar na porta de entrada, deparou-se com Exu.

A doença disse: “Me dê licença Exu, pois quero entrar”.

Exu, que havia sido invocado e recebido as oferendas do comerciante, disse à doença que não permitiria a sua entrada; ela que desse meia volta e seguisse o seu caminho.

A doença, no entanto, não se deu por contente e se une a morte e tentam entrar pela porta dos fundos.

Mas lá também estava Exu, que não deixou ambos entrarem, dizendo-lhes que o destino do comerciante não previa ele voltar para Orun naquele momento e que ele teria
vida longa e próspera, isso se mantivesse o seu caráter intacto como vinha fazendo.

Desde este dia, Exu está na tronqueira (porteira) dos Terreiros, evitando que coisas negativas entrem.

Fundamento

A tronqueira atua com fluxos energéticos, ou ela repele energias que podem gerar conflitos na gira, ou ela atrai para diluir tais energias. Ela funciona como uma sala de triagem, um escudo, uma proteção, um pilar, ali estão os mistérios do terreiro e a sustentação dos trabalhos.

Nenhum espírito desencarnado entra no terreiro sem permissão das entidades ligadas a tronqueira, quem tem que entrar entra, que ter que ser encaminhado para outro local, é encaminhado.

Onde fica?

Cada casa de Umbanda tem um jeito de organizar, vai depender dos guias, dos dirigentes.

Algo muito comum é ter uma casinha do lado de fora, para Exu/Pombagira.

Em algumas casa pode ficar ao lado da porta de entrada, se não tiver quintal.

Em algumas casas podem ficar atrás da casa.

Isso vai variar bastante.

Na casa que eu frequento a tronqueira fica na sala principal, de frente para o Congá, em paredes opostas da sala, com uns seis metros de distância, para assim respeitar suas polaridades. A esquerda e direita são tratadas com com o mesmo respeito e atenção.

O que não varia é que sempre tem a tronqueira em uma casa de Umbanda, mesmo que a linha de esquerda não seja trabalhada por lá.

Curiosidades

Quando está tocando o ponto de Obaluaê ou Omulu, ou quando pedem para saudá-los, também existe o rito de tocar três vezes com a mão direita no chão, depois na testa, na lateral da cabeça e na nuca, e falar Atotô.

Referências

Notas de rodapé

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Entrando no terreiro

Você já teve ter reparado que muita gente coloca a mão no chão quando entra no terreiro, eu também reparei quando estava começando.

O que enxergamos como chão, é entendido e respeitado como solo sagrado pela corrente daquela casa, e também deve ser assim conosco, consuletes ou estudantes da umbanda, pois é o que é.

A ação em si, mais do que um pedido de licença – ou uma demonstração de respeito – para entrar no terreiro, é um gesto simbólico com fundamentos que vem sido transmitidos oralmente há gerações, desde os tempos ancestrais no continente africano.

Fundamento

Os nagôs acreditavam que os Orixás e entidades ancestrais acessavam nosso plano terreno pelo chão do terreiro, e portanto, eram invocados ao nosso plano com esses três toques, e por isso isso o rito era feito. O toque poderia simbolizar “assim seja” ou ainda “que se faça a vontade dos Orixás”.

Rito do Terreiro Umbanda Vovó Benta

Aqui reproduzo um trecho do post a baixo:

https://umbandaeucurto.com/tocar-o-solo-sagrado-tres-vezes/


“No Terreiro de Umbanda Vovó Benta, localizado em Curitiba (PR), consta no regimento interno, destinado aos médiuns da Casa, o seguinte item:”

Ao entrar no Terreiro propriamente dito (área de Gira), com o dedo anelar da mão direita, deve-se bater três vezes no chão (formando um triângulo), pedindo licença e permissão para entrar no Terreiro e em seguida bater o dedo três vezes na cabeça, primeiro entre as sobrancelhas (fronte), depois acima da orelha (lóbulo parietal) e por último no final da cabeça, início da nuca (lóbulo occipital), com o objetivo de harmonizar os planos físico, perispírito e espírito.

Só tem um jeito?

Na Umbanda não tem certo ou errado. Eu já vi pessoas apenas tocando no chão três vezes, já vi pessoas tocando no chão e depois na testa, já vi pessoas fazendo o procedimento completo descrito no terreiro de Vovó Benta, enfim, creio que isso dependerá de cada pessoa, dos rituais e orientação da corrente do terreiro que frequenta. Na dúvida procure o pai-pequeno, mãe-pequena ou Pai ou Mãe de santo do seu terreiro.

Referências

Notas de rodapé

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O Mito

Achei essa matéria sobre a origem deles, tem muitas na internet, precisa filtrar com cuidado, mas essa eu achei bem interessante e tem a assinatura de um pai de santo.

https://extra.globo.com/blogs/pai-paulo-de-oxala/post/2025/12/a-historia-de-forca-e-luz-de-pai-joaquim-de-angola.ghtml

E aqui compartilho a oração recebida por Pai Paulo de Oxalá que está no final da matéria.

Oração a Pai Joaquim de Angola

Com a luz de N’Zambi, sou Pai Joaquim de Angola. Venho no orvalho do sereno, na luz do sol e no encanto da lua. Em meu cachimbo carrego segredos de cura e em minhas palavras trago o conforto que ameniza a dor e cura o sofrimento. Na tribulação, dobre seu joelho e chame por mim que te responderei. Não só agora, sou teu Pai, sou teu Guia, sou Pai Joaquim de Angola.

Adorei as Almas, salve Pai Joaquim de Angola!

Notas de rodapé

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Na umbanda você vai perceber que o pai nosso é diferente daquele de outros cultos religiosos tradicionais, alguns chamam de “Pai nosso da Natureza” e outros de “Pai nosso da Umbanda”.

Após pesquisar não achei um autor tal como temos para o Hino, ao que me parece, essa releitura foi algo passado pelos guias e adotado nos terreiros de forma natural e compartilhada.

Pai Nosso que estais nos céus, nas matas, nos mares e em todos os mundos habitados. Santificado seja o teu nome, pelos teus filhos, pela natureza, pelas águas, pela luz, e pelo ar que respiramos.

Que o teu reino, reino do bem, reino do amor e da fraternidade, nos una a todos e a tudo que criastes em torno da sagrada cruz, aos pés do Divino Salvador e Redentor.

Que a tua vontade nos conduza sempre a vontade firme para sermos virtuosos e úteis aos nossos semelhantes. Dai-nos hoje o pão do corpo, o fruto das matas e a água das fontes para o nosso sustento material e espiritual. Perdoa, se merecermos, as nossas faltas e dá o sublime sentimento do perdão para os que nos ofendam.

Não nos deixeis sucumbir ante a luta, dissabores, ingratidões, tentações dos maus espíritos e ilusões pecaminosas da matéria. Envia nos Pai, um raio da tua divina complacência, luz e misericórdia para os teus filhos pecadores que aqui habitam, pelo bem da humanidade, nossa irmã.

Assim seja e assim será, pois essa é a Vossa vontade, Olorum, Nosso Divino Pai Criador.

Ele geralmente é falado no começo dos trabalhos, mas isso pode variar.

:)

Notas de rodapé

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Apesar de existirem muitos tipos de Umbanda, apesar de cada casa, terreiro, tenda ou templo ter suas orientações e formas particulares de cultuar os Orixás, e de trabalhar com as entidades e guias, um elemento é comum em todas as casas, seu Hino.

O Hino da Umbanda escrito por José Manuel Alves, músico português, é oficial em todas as casas de Umbanda.

Refletiu a luz divina
 Com todo seu esplendor
 Vem do reino de Oxalá
 Onde há paz e amor
 Luz que refletiu na terra
 Luz que refletiu no mar
 Luz que veio de Aruanda
 Para tudo iluminar 
 Umbanda é paz e amor
 Um mundo cheio de luz
 É força que nos dá vida
, e a grandeza nos conduz.
 Avante filhos de fé,
 Como a nossa lei não há,
 Levando ao mundo inteiro
 A Bandeira de Oxalá ! — Autor: José Manuel Alves

Curiosidades

José Manuel, músico e compositor, veio de Portugal para o Brasil em 1929.

José Manuel foi em um terreiro de Umbanda para tentar curar sua cegueira, cego de nascença, buscava enxergar. Ele ouviu sobre uma nova religião foi atrás do Caboclo Sete Encruzilhadas para ajudá-lo. Durante o atendimento o cabloco disse que não era possível curar uma cegueira de origem cármica, mesmo assim, José se apaixou pela Umbanda e decidiu escrever a música em 1960.

Segundo consta, José Manuel dizia que a Umbanda não era para ser vista com os olhos físicos, era para ser vista olhos da alma.

O Hino foi oficializado pelo Caboclo Sete Encruzilhadas em 1961 no segundo congresso de Umbanda, e novamente em 1976 na primeira Convenção do Conselho Nacional Deliberativo de Umbanda.

José Manuel Alves decidiu que não iria cobrar direitos autorais, só pediu que não alterem a letra e que mantenham seu nome como autor da obra, ele também pediu que coloquem a mão no coração ao cantar o hino. A melodia é de Dalmo da Trindade Reis.

Além do Hino ele escreveu diversos pontos de Umbanda para terreiros e músicas populares para intérpretes da época.

Referências

Notas de rodapé

Obrigado pela visita!

Os posts aqui são simples, e espero que alcance um público iniciante que esteja buscando entender o básico da Umbanda.

Caso queira entrar em contato, caso eu tenha entendido algo errado, por favor me manda uma mensagem eletrônica ( guto@carvalho.life ) com as fontes ou referências, que eu corrijo aqui ;)

Meu site é https://gutocarvalho.net, lá tem meu zap.

Vamos estudar e aprender juntos!

Eu faço anotações do que eu vou aprendendo e compartilho aqui, se entendi algo errado manda uma mensagem eletrônica para guto@carvalho.life que eu corrijo aqui ;)

Quando você começa a frequentar um terreiro vai ouvir que tal semana tem gira de direita ou esquerda, o que pode ser confuso no início, é muito simples de entender.

Quando falamos em Giras de Direita estamos tratando de entidades que vão irradiar energia (irradiação) pra gente, enquanto na Gira de Esquerda as entidades vão consumir energias (consumação) que não fazem bem pra gente.

Direita e esquerda nada mais são do que polos diferentes, assim como positivo, negativo, ativo, passivo, masculino, feminino, 0 e 1, e são a parte de um todo.

Não tem bem ou mal, certo ou errado, são energias distintas, as quais são trabalhadas em dias específicos em cada terreiro.

Gira de Esquerda

Gira com entidades que atuam absorvendo desequilibrios, vícios, energia negativa e a energia mais densa do consulente.

Eles literalmente descarregam o consulente.

Exu e Pombagira atuam mais perto da crosta terreste, mais próximo do consulente, e são especializados em trabalhar estas energias densas, as quais a linha da direita teria mais dificuldade de trabalhar.

Eles nos ajudam a identificar o que está errado dentro de nós, e nos permitem trabalhar a preguiça, a tristeza, a angústia, a depressão, a ansiedade, dentre outras manifestações, mostrando um lado que normalmente não queremos ver, para que assim então possamos aceitar e para que eles possam nos ajudar.

É uma bonita limpeza energética, se o consulente permitir.

Entidades:

  • Exus
  • Pombagiras
  • Exus Mirins
  • Pombagiras Mirins
  • Malandros
  • Cangaceiros
  • Boiadeiros e Boiaderas

Gira de Direita

Gira com entidades que atuam irradiando energias salutares e sublimes para ajudar o consulente. As entidades vão trabalhar na linha da fé, do amor, da justiça, da superação, dentre outras manifestões divinas e vão recarregar e reequilibrar o consulente.

Entidades:

  • Caboclos e Cablocas
  • Pretos velhos e Pretas velhas
  • Erês
  • Marinheiros(as) e Marujos(as)
  • Baianas e Baianos
  • Povo Ciganos
  • Malandros

Exceções

Existem entidades que podem atuar nas duas linhas ou polos, malandros e ciganos são bons exemplos, boiadeiros também, dentre outros, é importante saber que existem exceções nestas polaridades.

As entidades de direita também podem fazer limpezas de energias densas, demandas, etc, especialmente caboclos, boiadeiros, dentre outros, qualquer guia pode, mas a Esquerda é especializada nisso e o faz muito bem.

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Ficar descalço no terreiro, especialmente na Umbanda, simboliza humildade, respeito ao solo sagrado e conexão direta com a energia da terra (ancestralidade e orixás).

Esse ato permite o aterramento (descarrego de energias negativas) e a purificação, removendo as sujeiras do mundo exterior antes de entrar no espaço ritualístico, focando na espiritualidade.

Significados e Fundamentos

Conexão e Ancestralidade: O solo do terreiro é considerado sagrado, a casa dos Orixás e guias. Estar descalço facilita a troca de energias, onde o médium se conecta com a força da natureza e dos ancestrais.

Humildade e Igualdade: Representa a remoção das vaidades e distinções materiais. Diante do sagrado, todos estão em pé de igualdade, reconhecendo a própria simplicidade.

Purificação Energética (Aterramento): Os pés agem como condutores que dissipam energias densas ou negativas acumuladas, servindo como um “para-raios” para o solo, essencial durante os trabalhos espirituais.

Respeito: É uma forma de não trazer as impurezas físicas e energéticas da rua (“sujeira do mundo”) para o ambiente de fé.

Tradição: Remete à cultura dos povos originários e negros escravizados, que cultuavam suas crenças em contato direto com a terra.

Embora comum para médiuns em giras, o ato de ficar descalço pode ser facultativo para a assistência em alguns terreiros, mas é altamente recomendado como forma de vivenciar a experiência espiritual.

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Essa anotação eu criei quando comecei a ouvir sobre as sete linhas da umbanda ou sete tronos da umbanda dentro do templo, tenda ou terreiro.

Apenas para fixar o que eu aprendi como base, antes de entrar nos sete tronos:

  1. Olurum é o criador de tudo.
  2. Oxalá é o Rei dos Orixás.
  3. Orum é o Plano Espiritual em que vivem os Orixás, Mentores e Guias
  4. Aruanda é o plano/cidade espiritual situada no Orum. Nela vivem guias e mentores espirituais que atuam na Umbanda e em outras doutrinas e religiões da mesma família.
  5. Ayê é o Plano Terreno, nosso planeta, nossa dimensão de existência.
  6. A primeira oferenda é sempre de Exu, ele é sempre o primeiro a comer, sem exceções.
  7. Quando Olorum criou Oxálá, Exu já estava lá.
  8. Pombagira é Orixá, tanto quanto Exu e deve ser respeitada como tal.

É importante ressaltar que o terreiro que frequento segue a linha de Rubens Saraceni e as informações abaixo vem de sua codificação do que conhecemos como Umbanda Sagrada.

Voltando as sete linhas ou sete tronos, eu entendi que isso se conecta com o que chamam de essências e manifestações da Coroa Divina.

É na Coroa Divina que se assentam as essências e manifestações divinas.

As setes linhas também são chamadas de Setenário Sagrado.

Existem sete essências que se desdobram em manifestões diversas.

Quando falam de uma essência da Coroa Divina, imagine uma Coroa com sete pontas, onde cada ponta representa uma essência divina.

Entenda os Orixás como jardineiros, cada um cuidando de uma essência em um vasto Jardim, ou seja, cada ponta tem um Orixá responsável.

Essências Divinas

  1. Essência Cristalina
  2. Essência Mineral
  3. Essência Vegetal
  4. Essência Ignea (fogo)
  5. Essência Aérea
  6. Essência Telúrica (terra)
  7. Essência Aquática

Essências e Manifestações

  1. Essência Cristalina > Fé
  2. Essência Mineral > Amor
  3. Essência Vegetal > Conhecimento
  4. Essência Ignea > Justiça
  5. Essência Aérea > Lei
  6. Essência Telúrica > Evolução
  7. Essência Aquática > Vida

Essências e Manifestações com detalhes

  1. Essência Cristalina > Fé, religiosidade, ascenção, confiança
  2. Essência Mineral > Amor, fecundidade, comunhão, concepção
  3. Essência Vegetal > Conhecimento, compreensão, estudo, criatividade
  4. Essência Ignea > Justiça, racionalidade
  5. Essência Aérea > Lei, ordenação, hierarquia
  6. Essência Telúrica > Evolução, razão e forma
  7. Essência Aquática > Vida, geração, fertilidade e maternidade

Essências, Manifestações e Orixás Essenciais

  1. Essência Cristalina > Fé > Oxalá
  2. Essência Mineral > Amor > Oxum
  3. Essência Vegetal > Conhecimento > Oxóssi
  4. Essência Ignea > Justiça > Xangô
  5. Essência Aérea > Lei > Ogum
  6. Essência Telúrica > Evolução > Obaluaê
  7. Essência Aquática > Vida > Iemanjá

Essências, Manifestações, Orixás e Polaridades

  1. Essência Cristalina > Fé > Oxalá (++) Logunan (—)
  2. Essência Mineral > Amor > Oxum (—) Oxumaré (++)
  3. Essência Vegetal > Conhecimento > Oxóssi (–+) Obá (–+)
  4. Essência Ignea > Justiça > Xangô (++) Egunitá
  5. Essência Aérea > Lei > Ogum (++) Iansá (—)
  6. Essência Telúrica > Evolução > Obaluaê (+–) Nanã (–+)
  7. Essência Aquática > Vida > Iemanjá (–+) Omolu (+–)

As polaridades também podem ser referenciadas como energia “ativa” e “passiva”, energia “masculina” e “feminina” ou energia “positiva” e “negativa”.

Se quiser aprofundar no tema, leia o Livro “Sete linhas da Umbanda” de Rubens Saraceni.

Curiosidades

Energias

Os Orixás essenciais ou ancestrais, apesar de terem essências específicas, conseguem trabalhar diferentes energias ou manifestações.

Obaluaê pode trabalhar o amor, enquanto Oxóssi pode trabalhar a Justiça, todos podem atuar em todas as essências, manifestações e elementos divinos.

As vezes estamos cultuando um Orixá, recebendo atendimento de uma falange de entidades ligada a este Orixá, com foco nas qualidades e essências do Orixá, mas isso não significa que os outros não estão próximos ajudando e atuando no mesmo jardim divino.

Sete linhas Diferentes

As sete linhas vão variar conforme a casa, a linha da umbanda, o autor de livro, então entenda qual linha sua casa segue e se aprofunde no tema.

Referências

  • Livro Sete Linhas da Umbanda, sexta edição, Rubens Saraceni

Notas de rodapé

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Os dados aqui são referentes ao culto Brasileiro aos Orixás em sua parte maior, dentro dos panteões descritos nas religiões brasileiras que cultuam os Orixás Africanos.

Yabás

Iemanjá e Oxum são chamadas de Yabás, o que significa – em Yorubá – Mãe e Rainha, mais especificamente conhecidas ou definidas como as Senhoras das Águas.

Isso ocorre pois ambas foram Rainhas, e pela razão de estarem intimamente ligadas e conectadas em especial na gestação e no parto.

Yabás – No Brasil – é também um termo muito usado para descrever as orixás femininas em geral, uma adaptação de nossa cultura.

Outro forma de chamar os orixás femininas seria Obirinxá, o que em Yorubá significa literalmente Orixás femininas.

Todas as senhoras da águas

Se formos especificar as orixás das águas mais conhecidas, teríamos:

  • Oxum, da água doce
  • Iemanjá, da água salgada
  • Nanã, da água parada
  • Obá, das correntezas
  • Ewá, das águas transparentes (raras), do nevoeiro, da neblina, do horizonte e da chuva
  • Iansã, das águas da chuva e tempestades

Relações Sagradas

Oxum e Iemanjá

A água doce sempre corre para o mar, na simbologia que sempre se encontram, sempre estão juntas.

Oxum e Nanã

A relação de dualidade do nascimento/vida da água limpa de Oxum, com a morte da água parada e lodosa, relativo a criação e ancestralidade de Nãnã.

Oxum, Iemanjá e Nanã

Alguns lendas também se referem as três senhoras das águas,s endo elas Oxum, Iemanjá e Nanã.

• As Três Águas: Elas representam o ciclo completo das águas e da vida. Oxum é a água doce, o rio; Iemanjá é a água salgada, o mar; Nanã é a água parada, a lama primordial de onde viemos.

• Maternidade e Criação: Juntas, representam o aspecto feminino do amor, da sabedoria e da maternidade. Nanã forma o corpo, Oxum traz a fertilidade e Iemanjá dá o acolhimento.

• Regência: São frequentemente cultuadas juntas como as grandes nutridoras da humanidade.

• Qualidades de Iemanjá: Algumas qualidades de Iemanjá, como a Yemanjá Ayio (a mais velha), são conhecidas por “comer com Oxum e Nanã”, reforçando a união dessas forças. 

Elas são saudadas coletivamente como a força do sagrado feminino nas águas. 

Refêrencias

https://pt.wikipedia.org/wiki/Iabá https://michaelis.uol.com.br/busca?id=yVVQ3 https://pt.scribd.com/document/678451727/Ewa

Notas de rodapé

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